Rapidinhas

O governo de vende-pátrias e lesa-pátrias, coerentemente, nomeou para diversos órgãos pessoas sem qualquer vocação para administrá-los. Em alguns casos, sequer têm capacidade de compreender a razão da existência daquilo que dirigem. Como o projeto do governo do Mordomo de Filme de Terror é destruir o país, parte de seus esforços consistem em precarizar órgãos fundamentais de Estado como o BNDES, o IPEA e o IBGE. Sobre este último, recomendo ouvir esta nota.

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Eis mais um bárbaro exemplo do quanto a formação nas forças armadas e nas polícias pouco avançou desde a democratização e a Constituição de 1988. A vítima perdeu um testículo e periga perder o outro, além de ter levado mordidas nas nádegas dadas por um cabo conhecido por “Cachorro Louco”. Tais casos são muito comuns, embora raramente sejam denunciados. Mesmo quando o são, raramente vêm a público nas corporações de mídia – o que não deixa de ser uma atitude coerente, do ponto de vista político-editorial, afinal, a ampla maioria delas apoiou os golpes de 1964 e 2016 e apoia sistematicamente a violência policial, sobretudo quando esta atinge a população negra, jovem e da periferia.

O batalhão em questão, como é praxe nessas ocasiões, “afirmou que ‘rechaça veementemente a prática de maus-tratos ou de qualquer ato que viole direitos fundamentais dos militares em treinamento e cursos de formação’“. Tais práticas acontecem há décadas, são de conhecimento de centenas de pessoas, mas a instituição toma providências após os casos virem a público e caírem na imprensa. Ou seja, enquanto vigora a situação normal (os casos acontecerem à pampa, mas não serem noticiados), tudo bem.

Postura idêntica, aliás, teve a TV Globo no caso recente envolvendo assédio de um ator a uma figurinista, dentro do local de trabalho. Ah, se todas as mulheres (e, em menor quantidade, outras minorias) que trabalharam ou estagiaram por lá – não só no Projac, mas também nas unidades de jornalismo e administrativa, no Jardim Botânico – contassem as suas histórias… Ficaria ainda mais evidente o imenso, gigantesco, extraordinário tamanho da mentira da emissora ao dizer que não tolera tais comportamentos. Imagino se tolerasse…

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Por fim, uma belíssima análise de Shajar Goldwaser sobre os diferentes significados de ser judeu, e também sobre o que representa o convite, a palestra, os aplausos (e os protestos do lado de fora) ao deputado federal e presidenciável (sic) Jair Bolsonaro (PSC/RJ), esta semana, na Hebraica do Rio de Janeiro. Em tempo: o deputado é um oficial da reserva do Exército Brasileiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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