Direto da selva

O sujeito pega um táxi do Centro para a Zona Norte. No trajeto, que dura menos de meia hora, o motorista profissional:

a) Está o tempo todo prestando atenção em dois celulares: num, interage pelo “zap”. Chega inclusive a sacar do porta-luvas um cardápio de pizzaria, colocá-lo sobre o volante, tirar uma foto e enviar para alguém.

b) Noutro celular, acompanha os gols da rodada no Jornal da Globo. Aumenta o volume até o máximo quando o apresentador anuncia que vão começar a exibir os tentos.

c) Não usa cinto de segurança.

d) Chega a mais de 90km/h na Avenida Presidente Vargas.

O caso é extremo, admito. Mas não é a primeira, nem a segunda, nem a décima vez que tenho experiência com tais problemas ao usar o transporte seguro, legal, autorizado e fiscalizado pelo poder municipal. Aquele ao qual supostamente as pessoas devem dar preferência na hora de pagar a um motorista para lhes levar a algum lugar. É assim há muitos anos, no Rio de Janeiro. Aparentemente ninguém se importava, até aparecerem empresas multinacionais fazendo dumping, mas oferecendo um serviço às vezes melhor e às vezes mais barato.

No fundo, me parece, a situação permanece a mesma: ninguém tá nem aí.

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