Rapidinhas

Pingou na caixa postal mais uma notícia que evidencia a farsa do discurso de que há, no Rio de Janeiro, uma guerra entre polícia e traficantes: “Crime no Rio de Janeiro: quando é o traficante que entrega os policiais“. Contudo, a ampla maioria dos veículos de comunicação e dos que neles trabalham seguem alimentando o conto da carochinha da guerra. A matéria também faz referência uma política no mínimo discutível em vigor há muitos anos no Rio de Janeiro, ao menos desde que o PMDB assumiu o governo do estado: o combate preferencial a uma facção criminosa específica. Um trecho:

Números do Gaeco, braço do Ministério Público dedicado à investigação e combate ao crime organizado e controle externo da atividade policial, revelam que depois dos traficantes, PMs e ex-PMs são os mais denunciados no Rio. Dos 4.082 investigados pelo órgão, de 2010 a março de 2017, 1.886 são traficantes e 563 são policiais ou já exerceram a função. Na sequência, policiais civis, com 150 agentes denunciados.

*  *  *

Uma bela história narrada pela jornalista Gabriela Viana. Não acho que seja tão raro acontecer assim, como sustenta o texto e algumas falas nele. O que acho raro, muito raro mesmo, é o jornalismo das corporações de mídia transformar casos assim em notícia.

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