Rapidinhas

Do professor Ricardo Antunes, da Unicamp, em excelente entrevista ao Programa Faixa Livre:

“Eu não sei calcular quanto o capital financeiro brasileiro ganhou nesses 30 minutos que nós estamos falando. Com crise ou sem crise, os juros mais altos do mundo… (…) Por que que se diz que a Previdência é deficitária? A Previdência não é deficitária. O que é deficitário no Brasil é o juros da dívida pública. Se você pegar o quanto o governo brasileiro, o Estado brasileiro gasta do Orçamento para pagar os juros da dívida pública (…) Na verdade, a privatização da Previdência é para garantir superávit primário para pagar os juros da dívida. E o juros da dívida ganha quem? Ganham os bancos. Perde quem? Todos os assalariados e todas as trabalhadoras, que são obrigados a pagar um endividamento que não lhes beneficia. Quem ganha? Qual foi o lucro do Itaú nesse trimestre? (…) Qual foi o lucro do Santander nesse trimestre? O Santander supre a crise dele na Espanha com o que ele ganha na América Latina, em particular no Brasil.”

(o trecho está por volta de 38 minutos neste link).

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Da série “O legado dos megaeventos esportivos no Rio de Janeiro”: “Vila do Pan acumula problemas após ter sido um sucesso de vendas“.

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Luis Nassif, em outra boa análise de conjuntura: “Para se acreditar em um país sério só faltaria o MPF investigar os negócios da FIFA-Globo, do IDP de GIlmar Mendes com o Tribunal de Justiça da Bahia e o enriquecimento de José Serra.

Acho que falta muito mais para isso (por exemplo, prender determinados chefes de Executivo e de Legislativo enquanto têm a caneta na mão, e não apenas depois de deixarem os cargos), mas as ações citadas por ele ajudariam muito. Não dá para ficar investigando apenas os poderes relativamente mais democráticos (Executivos e Legislativos, que são eleitos pelo voto) e não se investigar as safadezas, a corrupção sistêmica e os vínculos umbilicais com o capitalismo neoliberal, com o desmonte do Estado brasileiro, com a venda da pátria por menos de 30 dinheiros, com o desrespeito à democracia e à igualdade de direitos e com a destituição dos direitos dos trabalhadores que caracterizam majoritariamente as ações do Poder Judiciário e das empresas de comunicação brasileiras. Não por acaso, nenhum deles eleito: não votamos para juiz e não votamos para escolher que famílias, grupos, empresas e/ou igrejas são concessionárias de serviços públicos radiodifusão.

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