Rapidinhas

Nesta excelente entrevista, Arthur Koblitz, do BNDES, faz uma análise aguçada e contundente da tragédia que vivemos no Brasil.

Aliás, um dos motivos que fazem do BNDES uma instituição estatal fundamental para uma nação soberana e desenvolvida é atrair e manter quadros que sejam capazes de pensar o país – coisa que os atuais dirigentes da nação, bem como a maioria dos membros do Judiciário e do Legislativo, parece claramente incapaz de fazer.

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Nada mudará na segurança pública do Rio de Janeiro enquanto os debates na sociedade e a cobertura midiática se basearem em ficções, firulas, mentiras e cortinas de fumaça. É muito bom ouvir Vinicius George, um delegado de polícia, dizer com todas as letras verdades que convenientemente são omitidas na cobertura do assunto produzida pelas corporações de mídia:

a) militares das Forças Armadas, policiais e colecionadores privados de armas são os principais fornecedores de armas e munições para os criminosos do Rio de Janeiro. (Ou seja, tais fornecedores são criminosos e membros de quadrilha.)

b) só existe venda de drogas no varejo no Rio de Janeiro com pagamento regular de arregos à polícia.

Enquanto isso, as corporações de mídia seguem com a ficção – conveniente para todos os bandidos, inclusive os servidores públicos corruptos, fardados ou civis – de que há uma guerra entre polícia e tráfico no Rio de Janeiro.

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Os brasileiros que andam deslumbrados com Portugal, sem nada saber sobre as razões políticas para os ascensos e descensos da economia e do funcionamento dos serviços públicos naquele país (da mesma forma que não compreendem as razões para os nossos próprios ascensos e descensos), que não sabem o que é esquerda ou direita, nem ouviram falar da Troika, fariam bem em ver o filme “São Jorge”. Na obra de ficção, o país real que não aparece para os turistas deslumbrados – e que, caso aparecesse, se recusariam em enxergar.

Outro aspecto relevante que passa ao largo das análises dos deslumbrados: embora muito católico e conservador, na média me parece que Portugal avançou mais do que nós nas legalizações do aborto, das drogas e do casamento gay. Estas três legalizações são fundamentais para:

a) uma sociedade/país chegar ao século XXI

b) a redução de mortes, prisões e sofrimento desnecessários

c) a garantia de direitos das pessoas e a redução das violações destes direitos, seja por por agentes privados (inclusive familiares), seja por agentes do Estado.

Não só Portugal, aliás… Espanha, Argentina, e por aí vai.

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Pingou na caixa postal excelente reportagem do Truco, projeto da Agência Pública. Ela apresenta evidências de que o distritão, que muitos deputados e senadores querem aprovar no Brasil, vai piorar bastante o nosso sistema político e a composição do Congresso.

É justamente por isso, aliás, que determinados setores e partidos querem adotá-lo.

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Dentro da confusão que nos assola, Luis Nassif acrescenta uma interessante e curiosa variável a considerar: a Maçonaria.

 

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