Archive for the ‘Geral’ Category

Rapidinhas

5/8/2018

Cortar 700 milhões em 2019 acaba com a ciência brasileira. Tá certo. É esse, de fato, o projeto da praga de gafanhotos que se apossou na mão grande do Palácio do Planalto. Destruir tudo que contribua ou possa contribuir para um projeto nacional: BB, BNDES, ciência, universidades, arte, indústria, direitos do trabalhador.

Cortar 10,5 bilhões em 2015, como fez o governo da Coração Valente, entre outros cortes… Estava certo para muita gente que agora critica o corte feito pelo governo do Mordomo de Filme de Terror. Defesa da ciência apenas? Razão de Estado ou de partido? Acreditam, com sinceridade, que até 2016 vivíamos numa espécie de Estado de bem-estar social, e que o lema Pátria Educadora foi para valer?

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Recomendo esse texto de Eduardo Sequerra tratando do aborto desde uma perspectiva da Biologia.

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Reportagem de Cecília Olliveira no The Intercept: “Operações dos militares durante a intervenção no Rio não reduziram a violência, mas já custaram R$ 46 milhões“. Um trecho:

Ou seja, os dados mostram que apesar do interventor ter dito que agiria contra a corrupção na polícia, na prática as operações das Forças Armadas vêm ignorando as áreas dominadas por milícias.

Quer dizer, seguem executando a mesma política dos governos do PMDB, PSDB, PTB, PFL e aliados no RJ. Boa parte desses partidos, aliás, estão se juntando num novo bonde sinistro, bonde do terror para eleger Eduardo Paes governador, fingindo que se trata de uma novidade. Quem sabe até chamam de volta o secretário de segurança que ficou 10 anos no cargo e não desconfiou que era chefiado por uma quadrilha.

 

Operações dos militares durante a intervenção no Rio não reduziram a violência, mas já custaram R$ 46 milhões

 

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Rapidinhas acadêmicas

28/7/2018

Essa semana acontece a Unirio recebe o Encontro Nacional de Historiadores do Esporte. Atividades de quarta a sexta, no Centro (Instituto de História da UFRJ) e na Urca (Centro de Ciências Humanas e Sociais da Unirio). Informações aqui.

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Foi lançado recentemente o livro Um grito no ar: Comunicação e criminalização dos movimentos sociais. Sinto-me honrado de ter sido um dos entrevistados. Disponível para download aqui.

Rapidinhas

25/7/2018

Em artigo para o The Intercept, Mário Magalhães analisa o perfil de mais um cidadão de bem que está preso, o tal Doutor Bumbum.

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O mestre Wanderley Guilherme dos Santos analisa o messianismo em torno da figura de Lula – e as possíveis e trágicas consequências para o povo brasileiro.

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Recentemente o PSOL pediu o impedimento do horroroso prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB).

Se a ideia é respeitar a soberania popular sem adotar o parlamentarismo, não está na hora de PSOL e afins abraçavem a sério o referendo revogatório como pauta URGENTE de reforma política/eleitoral?

Ou o esquema é continuar confiando nos Parlamentos que temos que nem se confia no Judiciário?

Nessa aí, a cada dia, eu acho que o velho Leonel Brizola tinha mais e mais razão: quem elege para o Executivo é o povo e só ele pode tirar do poder. Todo impeachment, mesmo contra o governante mais sem-vergonha, ladrão, criminoso, prevaricador, tem um tanto de violação da soberania popular. Eu trocaria todo e qualquer impeachment, bom ou ruim, com causa ou sem causa, justo ou injusto, contra governante que eu gosto ou não gosto, em quem votei ou não votei, pela consulta ao eleitorado.

Ou será que nada foi aprendido com o rabo-de-arraia de 2016? Se o Freixo tivesse vencido a eleição de 2016, alguém duvida que já teria havido trocentos pedidos de impeachment com as mais variadas alegações? E que talvez um deles já tivesse sido aprovado?

Ou está tranquilo colocar mais um erro do PT na lista dos que o partido repete?

Rapidinhas copeiras

4/7/2018

Um silêncio ensurdecedor. É o que me parece ser a postura do jornalismo brasileiro sobre futebol a respeito dessa beleza chamada The Player’s Tribune: um site onde os atletas contam suas próprias histórias. Sem perguntas capciosas, sem grosserias, sem críticas estúpidas, sem microfone batendo no queixo, sem empurrões, sem distribuição de cascas de banana para ver se escorregam. Sem perguntas quilométricas que contém as próprias respostas e só deixam ao entrevistado a opção de murmurar. Sem perguntas péssimas, inúteis e inconvenientes na saída do primeiro e do segundo tempo.

Pode-se ler, por exemplo, essa maravilha de depoimento do belga Lukaku (em inglês), sobre sua trajetória. Inclui o assédio de pais de jogadores dos times adversários, quando ele era criança. Os pais ficavam enchendo o saco perguntando onde havia nascido, que idade tinha etc. Permite pensar também na crueldade que as transmissões de campeonatos exclusivamente por meio de pacotes de televisão por assinatura podem representar para crianças, impedindo-as de acompanhar o futebol que tanto amam e submetendo-as a constrangimentos no dia seguinte, na escola.

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Dinamarca x França parece ter sido, de longe, o pior jogo da Copa até agora. Rússia x Bélgica foi, para mim, o medo dos medos de 2014.

Mas um monte de gente, sobretudo jornalistas que cobrem futebol, já está colocando antecipadamente a culpa das partidas ruins de 2026 no aumento do número de seleções para 48.

Perdi a conta de partidas horrorosas que vi de Itália, Inglaterra, Bélgica, Espanha, Portugal e afins em Copas. Suíça, então, nem se fala – e olha que em algumas edições, felizmente, ela não esteve.

Não vejo coerência entre celebrar as novidades Panamá e Islândia, as comemorações, o barato das torcidas, dizer que “é muito mais que futebol” – e ficar defendendo que Copa boa é a que tem as mesmas seleções (frequentemente medonhas) de sempre.

Faz ainda menos sentido que os que tenho visto reclamando de 48 seleções sejam os mesmos que celebrem média de gols alta como sinônimo de qualidade, bons jogos ou bom futebol (talvez nunca tenham assistido à primeira fase da Copa do Brasil de clubes) – pelo visto, ainda não tiveram tempo de raciocinar que a média de gols provavelmente vai aumentar.

A Copa da Itália, de longe a pior que vi, teve 24 seleções, proporcionamente mais equipes europeias e a pior média de gols da história.

Os panamás da Europa há muito jogam Copa. O que 2026 vai fazer é deixar alguns panamás dos outros continentes participarem também. Faço gosto.

Entre meus amigos, faço parte de uma minoria bem pequena mesmo.

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Continuo esperando o “confere” das agências de checagem de fatos nos horários dos jogos da Copa divulgados pelo SporTV.
#fakenewsdeverdade

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A cada Copa se renova o desespero da turma do microfone de já sair determinando seleções eliminadas na segunda rodada da fase de grupos. A matemática, contudo, não muda. Sim, é possível se classificar com 3 pontos. E dá para ser eliminado com 6 pontos.

Uma eterna “novidade” que surpreende vários especialistas que já cobriram X Copas, como fazem questão de anunciar.

 

 

O estranho amor dos partidos de esquerda pela mídia neoliberal

26/6/2018

Sem ver o Roda Viva há anos, já concordo de antemão com críticas ao de ontem (e aos outros programas com presidenciáveis). Justamente por ser essa porcaria – não de agora, mas há anos – é que eu não o assisto. Sua destruição faz parte de um projeto coerente, amplo e antigo do PSDB para destruir a TV Cultura.

Minha questão é: tendo em vista que o programa é isso há anos, por que os candidatos e as pessoas permanecem com a expectativa de que seja um espaço para “apresentar propostas”?

Por que, em 16/4/2016, quando tinha algo a dizer ao povo brasileiro, Dilma Rousseff escolheu a Folha de S. Paulo para publicar seu artigo?

Por que, em 8/4/2018, ao denunciar a prisão/perseguição a Lula, Guilherme Boulos e Manuela D’Ávila escolheram a mesma Folha de S. Paulo para publicar seu texto?

Por que, quando Lula resolveu dar uma entrevista em 1/8/2018, escolheu a Folha de S. Paulo?

Seria tudo isso para premiar a ditabranda Folha de S. Paulo pelos desserviços prestados ao país, ao povo brasileiro e ao interesse nacional nas últimas décadas? Ou seria por inexistirem veículos de comunicação melhores ou mais confiáveis para se veicular tais falas? Qual o sentido de a “esquerda” escolher o ditabrando matutino para expressar seus valores? Por que ignorar uma grande quantidade de veículos de comunicação progressistas que perseveram no país?

Francamente: mesmo Síndrome de Estocolmo pode ter limite, né? Ou não?

Pode ser que eu esteja enganado, mas me parece que… estamos em 2018 e os partidos de esquerda ainda não entenderam a centralidade da comunicação social. Continuam enxergando apenas o aspecto instrumental da coisa. Nada aprenderam com o que aconteceu dos anos 1980 para cá. Pior: dada a permanência de tal visão meramente instrumental, nada me sugere que, uma vez no poder, venham a fazer algo diferente. (Mas, uma vez que voltem ao poder, a manutenção das práticas de sempre será justificada com frases como “mas o governo ainda vai dar uma guinada à esquerda”, “mas é um governo em disputa”, “mas é um governo de coalizão”.)

Os links para os textos estão abaixo. Mas o acesso é restrito – como queremos demonstrar.

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/04/1761562-democracia-o-lado-certo-da-historia.shtml

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/03/nao-vou-me-matar-nem-fugir-do-brasil-vou-brigar-ate-o-fim-diz-lula.shtml

https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/04/guilherme-boulos-e-manuela-davila-um-atentado-a-democracia.shtml

Rapidinhas

1/6/2018

Um secretário que durante sete anos não participou das principais decisões da sua pasta e que sequer tinha poder para comprar um parafuso. Essa afirmação foi feita por Julio Lopes nesta segunda-feira (21/5) à CPI dos Transportes da Alerj, que foi a Brasília tomar o depoimento de Julio Lopes, ex-secretário de Transportes de Cabral, e que esteve à frente da pasta de 2007 a 2014.

O ex-secretário estadual de transportes é deputado federal pelo PP/RJ. Ou seja, é ou já foi colega de partido de Paulo Maluf, Jair Bolsonaro, Francisco Dornelles, Ana Amélia, Eurico Miranda e outros. Numerosas barbaridades aconteceram durante sua gestão à frente da Secretaria de Transportes do RJ, incluindo acidentes, mortes, aumento de tarifas e redução da oferta de serviços. Deve haver 20 ou 30 menções a isto neste blogue.

Pois agora, o sujeito, que também foi dirigente do Flamengo, vem com essa caozada de que não tinha nada a ver com a história. Pior do que ele, só o ex-secretário de Segurança Pública, que ficou 10 anos no cargo e nunca percebeu que estava cercado de bandidos.

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O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), ex-ministro do governo da Coração Valente e ex-vice-líder do Governo Lula no Senado, quer autorizar um aumento das passagens de ônibus que é muito maior do que a inflação acumulada. Na verdade, é maior até do que o dízimo! A pilantragem corre solta em vários municípios do estado do Rio, bem como nas relações entre o governo estadual e a bandidagem das empresas privadas concessionárias de serviços públicos de transporte. Uma parte dos problemas atuais está neste texto do deputado estadual Eliomar Coelho (PSOL/RJ).

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Muitas pessoas estão – corretamente – criticando o governo do Mordomo de Filme de Terror porque cortará dinheiro de áreas sociais para subsidiar o preço dos combustíveis. Não custa lembrar: no inicinho de 2015, a Coração Valente começava seu segundo mandato. Escolheu um gabinete e botou para frente o projeto neoliberal que havia sido derrotado nas urnas. Só na verba da Educação deu uma facada de R$ 7 bilhões – dinheiro que viria a ser usado para subsidiar o lucro dos ricos, via superávit primário e pagamento dos juros da dívida. Não sei o que disseram, à época, aqueles que estão estarrecidos com as medidas de hoje do Mordomo.

Rapidinhas

30/4/2018

Um importante documento: a “Carta à juventude, em defesa do Brasil” do historiador Roberto Bittencourt da Silva.

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Menos de dois meses para a Copa e os nomes que discutimos e citamos são os de juízes, desembargadoras e generais – geralmente, pelas cagadas que fazem, pelos absurdos que assinam, pelas palavras bizarras que proferem, pelos artigos da Constituição que violam.

Houve tempos em que o foco estava nos nomes que deveriam ou não aparecer na lista de convocados…

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Dada a imensa intolerância religiosa que vigora hoje no Rio de Janeiro, com ênfase na perseguição às religiões de matriz africana, essa notícia é um alento.

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Enquanto isso, na Faixa de Gaza, a bestialidade do estado-nação colonizador com um governo de extrema-direita segue firme. Sexta-feira foram quatro palestinos assassinados. E seguem os protestos pelo direito de retorno, neste ano em que se completam 70 anos da Nakba, por ocasião da fundação do Estado de Israel. A colonização imbeciliza e desumaniza os colonizadores.

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O campeonato estadual de futebol do Rio, vulgo Carioca, é essa beleza que muitos de nós acompanhamos. Melhor a cada ano, né? Em 2018 teve formigueiro e tudo! A cada clássico, dias antes temos uma novela em que não se sabe em que estádio, cidade ou estado será o jogo…

Ano que vem periga inventarem um regulamento em que a final será jogada entre o sétimo e o oitavo colocados na primeira fase, mas mantendo 4934030 semifinais e finais de turno, três voltas olímpicas com taça num certame que dura três meses etc. Nada disso é ridículo aos nossos olhos e aos do pessoal de outros estados do Brasil, né?

Deve ser por isso que o atual presidente da Federação foi reeleito hoje. Recebeu voto de três dos quatro principais clubes.

Observação: ao menos nessa a diretoria do Flamengo não me decepcionou.

Um texto: “Ocupar as redes de rádio e TV”, por Marcelo Salles

18/4/2018

Vale a pena ler de novo: “Ocupar as redes de rádio e TV“. O texto é de 2008, do jornalista Marcelo Salles. O título correto do texto original é “Ocupar as redes de rádio e TV”. Infelizmente amplos setores da esquerda só atentam para a iniciativa agora, que há muito menos condições de democratizar a comunicação.

 

Um vídeo

18/4/2018

“A gente ensina o bom caminho, aí vem a polícia e ensina o mau caminho.” Diz a mãe de um dos presos.

Tudo feito sob o comando, as ordens, as bênçãos e os elogios de generais do Exército Brasileiro, atualmente responsáveis pela segurança pública no Rio de Janeiro. Já tivemos UPPs e UPAs. Mais uma vez, para o mal, o Rio é o balão de ensaio do que vem por aí no Brasil.

Veja o vídeo produzido pelo The Intercept:

https://theintercept.com/2018/04/16/operacao-policial-contra-milicianos/

 

Rapidinhas

11/4/2018

Alguns mandatos parlamentares do PSOL na ALERJ e na Câmara Municipal do Rio têm feito um excelente trabalho em prol de melhorias no sistema de transporte público da região metropolitana. Exemplo disso é o relatório paralelo da CPI dos Ônibus elaborado pelo mandato de Tarcísio Motta. Vale conferir essa notícia no Brasil de Fato.

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Um dos objetivos do governo do Mordomo de Filme de Terror é destruir a estrutura estatal voltada para a prestação de serviços públicos e a garantia de direitos da população. O dinheiro público economizado com tal programa de destruição é transferido para os ricos do pagamento de juros da dívida pública. Outra face da política de enriquecer os ricos são os incentivos fiscais. Segundo uma matéria da Carta Capital, eles “superam gastos com Saúde e Educação“. Um trecho:

Em meio à onda de bloqueios de verbas, as universidades federais renegociam contratos com prestadores de serviços e reduzem até o cardápio dos restaurantes universitários. Pressionado pela demanda crescente, o Sistema Único de Saúde também se vê ameaçado pelo subfinanciamento.

Apesar do sacrifício imposto à população, o Brasil deverá abrir mão de mais de 283,4 bilhões de reais em renúncias fiscais em 2018. Estimado pela Receita Federal, o valor é superior à soma dos orçamentos da Educação e da Saúde: 107,5 bilhões e 131,4 bilhões, respectivamente. Nos últimos anos, os incentivos e benefícios fiscais tiveram forte expansão.

Contudo, como os dados do texto explicitam, as renúncias fiscais do atual governo apenas aprofundam política já muito ampliada no tempo em que o Partido dos Trabalhadores esteve na Presidência:

Em 2006, os gastos tributários, nomenclatura usada pelo Fisco ao se referir ao valor que a União deixa de recolher com as desonerações, somavam 77,6 bilhões de reais em valores absolutos, o equivalente a 15,3% das receitas, ou 3,33% do PIB. Em 2014, eles totalizavam 257,2 bilhões de reais, 22,38% da arrecadação e 4,45% de todas as riquezas produzidas naquele ano.

 

 


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