Rapidinhas

3/6/2017

Esta semana publiquei dois textos no blogue coletivo História(s) do Sport, que trata de história do esporte e do lazer:

a) Mais sobre a cultura do surfe no Sul da Califórnia;

b) Bra Boys (sobre o filme homônimo).

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Pelo andar da carruagem, caso tenhamos eleições em 2018, e estas sejam livres, João Dória poderá ser o nome do PSDB, com apoio dos cartéis midiáticos, à presidência da República (ou ao Palácio dos Bandeirantes). Da última vez que tivemos uma eleição presidencial, uma candidata ruim (a Coração Valente) ganhou de outro ainda pior (o Mineirinho). Pintado como menino de ouro pelas corporações de mídia – inclusive a maior delas, que resolveu linchá-lo publicamente, na maior cara de pau e como se nada soubesse antes, poucas semanas atrás -, ele quase ganhou o segundo turno.

Lá vamos nós, de novo, assistir à transformação de uma figura com este perfil num presidenciável sem defeitos, que vai dar jeito no país?

Um livro

2/6/2017

Carlos Heitor Cony, Quem matou Vargas, de 1974.

Três trechos, extraídos de partes distintas do livro. Atualizei a ortografia. (Em tempo: li a obra aos poucos e selecionei os trechos bem antes de as Organizações Globo decidirem pedir a cabeça do Mordomo de Filme de Terror; e também antes de mais um dia – 24/5/2017 – de repressão policial condenável, injustificável e estúpida, ao menos em Brasília e no Rio de Janeiro).

“O corpo [de João Pessoa] desembarcou na Praça Mauá e o povo, apesar da tropa que rondava ameaçadoramente, preparou a passeata de desagravo. Na altura da Rua Visconde de Inhaúma, os soldados impediram a Avenida Central. O cadáver podia passar por qualquer rua, menos pela rua principal da cidade. Como toda ordem policial, esta também era estúpida, sem nenhum sentido. O povo insistia e enfrentava as baionetas. […] Em tempos de crise, até para os cadáveres há mão e contramão.”

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[Em 1951, Vargas relê “uma entrevista, dada em julho de 1950, em plena campanha eleitoral”. Abaixo, um dos trechos.]

“- Os meus inimigos acusam-me de inúmeras coisas. Tenho 67 anos e pouco me resta de vida. Quero consagrar esse tempo ao serviço do povo e do Brasil. Quero, ao morrer, deixar um nome digno e respeitado. Não me interessa, nem me agrada levar para o túmulo uma renegada memória. Procurarei, por isso mesmo, desmanchar alguns erros de minha administração e empenhar-me-ei a fundo em fazer um governo eminentemente nacionalista. O Brasil ainda não conquistou a sua independência econômica e, nesse sentido, farei tudo para consegui-lo. Cuidarei de valorizar o café, de resolver o problema da eletricidade e, sobretudo, de atacar a exploração das forças internacionais. Elas poderão, ainda, arrancar-nos alguma coisa, mas com muita dificuldade. Por isso mesmo, serei combatido sem tréguas. Eles, os grupos internacionais, não me atacarão de frente, porque não se arriscam a ferir os sentimentos de honra e civismo de nosso povo. Usarão outra tática, mais eficaz. Unir-se-ão com os descontentes aqui de dentro, os eternos inimigos do povo humilde, os que não desejam a valorização do homem assalariado, nem as leis trabalhistas, menos ainda a legislação sobre os lucros extraordinários. Subvencionarão brasileiros inescrupulosos, seduzirão ingênuos e inocentes. E em nome de um falso idealismo e de uma falsa moralização, dizendo atacar sórdido ambiente corrupto, que eles mesmos, de longa data, vem criando, procurarão, atingindo a minha pessoa e o meu governo, evitar a liberação nacional. Terei de lutar. Se não me matarem…”

*  *  *

“Em 1953, Getúlio sancionara a lei criando a Petrobrás e já esboçava a criação de outra empresa de vital importância para a nacionalização da economia brasileira: a Eletrobrás.

O método habitual da oposição brasileira era elementar: consistia basicamente em acusar o governo de ladrão ou de corrupto. O programa da UDN condensava monótonas variações em torno de sua única ideia política: moralidade administrativa. Desde o início do segundo governo de Vargas a UDN martelava na mesma tecla, criando ou exagerando os casos que o governo, como um todo, encarregava-se de fornecer, às vezes com um exagero despropositado.

Para a ortodoxia imperialista, a tática preferível seria a luta aberta, em nome de um ideal abstrato e nobre, como, por exemplo, uma luta armada em defesa do ‘mundo livre’ – eufemismo com que as frentes imperialistas se disfarçam para impelir fuzileiros norte-americanos para o Vietnã ou pracinhas brasileiros para São Domingos.”

 

 

 

 

 

 

Rapidinhas

28/5/2017

[Escrito no sábado, 26/5/2017]

A organização e a capacidade administrativa e financeira dos neoliberais que dirigem a Gávea – que denominei certa vez “capitalismo esportivo à rubro-negra” são unanimidade no jornalismo que cobre futebol no Rio de Janeiro.

Pois bem: hoje, sábado, 27 de maio de 2017, um torcedor que deseje comprar ingressos para o próximo jogo com mando do Flamengo – daqui a oito dias, em 4/6, contra o Botafogo, no estádio da Portuguesa da Ilha – não pode fazê-lo. Não adianta ser sócio-torcedor: no site para o sociotário-torcedor, a seção “ingressos” é um grande, imenso vazio. O time tem 36 jogos pela frente no Campeonato Brasileiro, mas o torcedor não pode comprar ingresso para nenhum deles – nem para as rodadas de novembro e dezembro, nem para a quarta rodada, no fim de semana que vem. Sequer há informações sobre quanto custarão, quando começarão a ser vendidos etc. E não adianta alguém alegar que é porque o time não sabe onde mandará os jogos: até hoje, sempre foi assim, com ou sem Maracanã (ver, por exemplo, esse texto meu reclamando da mesma coisa em outubro de 2013).

Eis um bom exemplo do capitalismo à brasileira.

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Ainda falando de futebol, mas agora já no domingo, 28/5/2017: campanha do Sport no Campeonato Brasileiro:

a) Rodadas 1 e 2, com o estrategista pão-de-queijo treinando o time: Ponte Preta 4×0 Sport; Sport 1×1 Cruzeiro.

b) Demitiram o Rinus Michels que veio das Gerais. Rodada 3: Sport 4×3 Grêmio.

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Pacote de leituras:

1) Luis Nassif: “Xadrez da última aposta da Globo“. Um trecho sobre o que, corretamente, o jornalista classifica como “o avanço do estado policial”:

Por qualquer ângulo que se olhe, por qualquer capivara que se analise, a operação da Procuradoria Geral da República contra o presidente da República foi abusiva. Amplia-se de forma inédita o estado policial no país, com a delação e o grampo entrando por todos os poros da vida nacional, incutindo a desconfiança em todas as relações sociais e convertendo o país no paraíso dos criminosos delatores

Gravar um presidente da República – ainda que seja um desqualificado como Michel Temer –, e expô-lo ao julgamento de uma emissora de televisão é de uma gravidade extrema, típica de países doentes.

Essa conta será cobrada da Globo e do Ministério Público Federal, ao menor sinal de recomposição do poder político.

Mesmo assim, não se pode varrer para baixo do tapete o que foi levantado. Trata-se do presidente mais sem noção e mais inescrupuloso da história.”

2) Como se não bastassem os ataques do governo do Mordomo de Filme de Terror e do estado policial, agora, segundo artigo de Cíntia Alves no GGN, a Rede Globo também aponta suas armas contra o BNDES. Não deixa de ser coerente com quem reproduz e compartilha os pontos de vista do capital financeiro, do capital internacional e da Casa Branca. Instituições como BNDES, IPEA e IBGE não interessam a um país soberano e desenvolvido. Não interessam ao modelo de país defendido pelo governo do Mordomo de Filme de Terror e pelas Organizações Globo.

3) Lucas Figueiredo: “Vendido como mocinho pela irmã, Aécio garantiu blindagem da imprensa por 30 anos” (via GGN).

4) Marta Fernández – “Depressão: O segredo de todas as famílias” (via Jornal da Ciência)

Uma música

28/5/2017

Gilberto Gil – Barracos

Música dele e de Liminha, do excelente Dia Dorim, Noite Neon (1985).

Uma música

26/5/2017

Fitz and the Tantrums – MoneyGrabber

Rapidinhas

22/5/2017

Pacote de leituras:

– Excelente entrevista de Tarso Genro ao El País: “Temer perdeu o apoio do oligopólio da mídia e não vai se sustentar“. Genro é uma das importantes lideranças do PT – e uma das poucas que mantém minha admiração – que foram jogadas para escanteio pelo governo da Coração Valente. Deu no que deu…

– Matéria do mesmo jornal sobre as relações entre futebol e política, mais precisamente, o caso do Cruzeiro nas últimas décadas.

– O professor João Sicsú (UFJR), em excelente análise: “Três correntes políticas, dois projetos” (via Conversa Afiada). Dois trechos:

O partido da Globo apostou no golpe e venceu. Quem dirige o golpe é o partido da Globo. O seu projeto é antinacional, antissocial e antidesenvolvimentista. Cunha, Temer, Aécio, Maia, ospatos da Fiespe tantos outros são marionetes acéfalas. Manda quem comanda o judiciário, o Ministério Público, a Polícia Federal e o maior veículo de comunicação do País. (…)

No momento, o partido da Globo quer alguém do seu agrupamento para sentar na cadeira da presidência da República – piloto e carro, ambos, da mesma equipe. Henrique Meirelles é o grande operador do projeto do partido da Globo dentro do governo. Atualmente, está na cadeira de ministro. Mas poderá ocupar um superministério ou, até mesmo, a presidência da República. A outra opção da Globo é Cármen Lúcia, que é do braço do judiciário do partido. Devidamente autorizado, Meirelles já anunciou ao mercado financeiro que continuará neste ou no próximo governo.

– O professor João Feres Júnior: “A crise política e o enigma da Globo

Rapidinhas

21/5/2017

Duas leituras:

Janio de Freitas: “As condições do caos” (via GGN). Um trecho:

E não falta quem, para receber os generosos prêmios dados aos delatores, mostre mais aos brasileiros como é de verdade o seu país. Nem faltam candidatos a ver-se, de repente, passando de louvados a execrados. Como a estrela do bom-mocismo, Aécio Neves.

Agora senador afastado pelo Supremo, e com Eduardo Cunha preso, Aécio fica mais exposto a que afinal se esclareçam em definitivo as trapaças de contratos em Furnas, cuja lista de beneficiários lhe dá lugar de destaque. Associados nessa lista, os dois retiveram por muito tempo as investigações devidas e suas consequências.

Com esse inquérito em andamento, Aécio se torna um dos senadores mais apreciados por procuradores e juízes: seis inquéritos – um por suborno e fraude na construção da Cidade Administrativa em seu governo mineiro, outro por suborno na construção de usinas hidrelétricas, três por caixa dois, e o de Furnas. Aguarda-se o sétimo.

Não foi sem motivo, portanto, que esse senador e presidente do PSDB (retirado de um cargo e licenciado do outro), conforme suas palavras agora públicas, disse ser necessário acabar com tais investigações e estar “trabalhando nisso como um louco”.

E pensar que esse era o presidente da República desejado e proposto ao país pelo “mercado”, pelos conservadores de todos os tipos e por imprensa, TV e rádio. Derrotado e ressentido, foi o primeiro a conclamar pela represália que originou o desenrolar político hoje incandescente.”

Luis Nassif: “Xadrez dos zumbis da política e as diretas

Rapidinhas

20/5/2017

O novo episódio do melhor jornalismo regado a óleo de peroba das Organizações Globo começou na quarta-feira, com um conjunto de fingimentos. Sobre a súbita mudança de direção da biruta das redações globais, recomendo este texto de Wilson Ferreira: “Delações da JBS deixam nu o jornalismo da Globo“. Um trecho:

O suposto “furo” na coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo nada mais foi do que o sinal verde da cúpula das Organizações Globo.

Mais do que supostamente dar um “furo” e brincar de jornalismo investigativo, mais do que noticiar uma grave crise política, a Globo desvelou-se a si mesma: o seu jornalismo ficou nu como demonstrou a impagável propagação exponencial de olhos perplexos, gafes, atos falhos e palavras atropeladas no transcorrer dos telejornais.

*  *  *

Não tem problema. Isso foi na quarta.

Tentando manter a fama de mau e mostrar quem é que manda no país, o Globo Online passou a tarde de ontem tendo como chamada principal “A renúncia do presidente“. No primeiro momento, confesso, achei que o Mordomo de Filme de Terror renunciara. Ou seja, cometi um erro primário (e particularmente grave para quem estuda Comunicação desde 1997 e não acredita nas corporações de mídia): acreditei no jornalismo das Organizações Globo. Mas, que nada: eram apenas os bilionários da família Marinho e seus empregados (ou melhor, contratados como pessoas jurídicas) colunistas subitamente convertidos em críticos do governo e tentando moldar a realidade a seus desejos. E ainda há quem chame isso de jornalismo…

Na Teoria da Comunicação (bença, Mario Wolf, Ilana Polistchuck e Aluizio Trinta), este tipo de prática foi conceituada como agendamento, ou agenda-setting. Neste caso global, elevado à enésima potência.

O inacreditável exercício de wishful thinking, ou de jornalismo de ficção, continuou hoje (sábado). Eis uma captura de tela do mesmo Globonline, ao meio-dia: “A renúncia do presidente e os principais destaques desta sexta“. Ou seja, o que a chamada anuncia é o mundo paralelo do próprio Globo Online. Foi o que aconteceu na sexta-feira (a publicação de um editorial chamado “A renúncia do presidente”). Ora, de novo, isto dá a entender a algum distraído, desavisado ou leitor de boa-fé que o presidente renunciou ontem.

“Se você ainda não viu… A renúncia do presidente”… que não aconteceu! Admito que é genial, dependendo do ponto de vista. Aguardo para os próximos dias:

– “Se você ainda não viu… Saci-Pererê”

– “Se você ainda não viu… O cumprimento da Constituição Federal de 1988”

– “Se você ainda não viu… Cabeça de Bacalhau”

– “Se você ainda não viu… Instituições privadas de ensino superior cumprindo a CLT e demais leis”

– “Se você ainda não viu… Ciência brasileira, com amplo apoio do Estado, ganha Prêmio Nobel”

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No jornalismo realmente existente nas corporações de mídia, tem de tudo… Organizações Globo resolvendo rifar o Mordomo de Filme de Terror e, com um pouco menos de escândalo, o Mineirim.

A ditabranda Folha de S. Paulo, segundo este texto, vem apontando em direção diferente.

Sobre o jornalismo que as corporações de mídia cometem no Brasil, recomendo ainda:

– Carlos Motta: “A imprensa e a tragédia“. Um trecho: “Todos os jornalistas que cobrem política sabem, há muito tempo, que esse bando que tirou a presidenta Dilma do Palácio do Planalto é formado por escroques da pior espécie. Se ninguém nunca fez uma mísera reportagem, escreveu uma linha sequer sobre as negociatas desses parlamentares é porque, de certa forma, estiverem aliados a eles, e não porque desconhecessem os crimes;

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Um dos principais problemas dos escândalos dessa semana, novamente, é o linchamento midiático. Sobre isso, poucas vozes têm se insurgido. Uma delas é o sempre correto e admirável Pedro Serrano: “Afastamento de Aécio foi ação ilegítima do STF“. Por falar em STF, num país em que as concessionárias de radiodifusão, há décadas, desrespeitam a Constituição; e em que o Supremo também o faz… é possível garantir que vivemos numa democracia?

Outro problema é que, como agora as vítimas do linchamento são figuras da direita, boa parte dos jornalistas, blogueiros e figuras da esquerda participa com ferocidade do linchamento. Dois pesos e duas medidas.

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Só um inocente que não sabe de nada, como diria Cumpadre Washington, acredita que todas as cartas sendo jogadas na política brasileira estão sobre a mesa e foram divulgadas pelas corporações de mídia. Esse texto e os comentários feitos a ele pelos leitores dão alguns indícios do que pode estar em jogo e do que tem rolado em Brasília e em Curitiba.

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Da série A política de isenções fiscais do PMDB no Rio de Janeiro, a miséria estadual e municipal que cabe aos cariocas e fluminenses, duas notícias:

– Uma, sobre as recentes delações da JBS.

– Outra, sobre os calotes dados pelo Comitê Organizador Rio 2016. A matéria, convenientemente, não fala que o Comitê Olímpico Internacional levou embora a bufunfa dos lucros do evento graças às isenções fiscais concedidas e assinadas por Eduardo Paes (e também pelos governos federal e estadual, configurando, como argumentei, que a pilhagem via megaeventos esportivos constitui uma política de Estado – e não de governo – no Brasil)

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[Atualização em 20/5/2017, às 17h30: após mais de um dia de mentira, finalmente o Globo Online resolveu classificar “A renúncia do presidente” como “A opinião do Globo”…

Da série óleo de peroba, na mesma imagem, a atuação do PSB. Bem fizeram Luiza Erundina e Roberto Amaral, que abandonaram o barco quando este se mostrou navegando irremediavelmente para a direita.]

 

Uma música

19/5/2017

Soundgarden – Fell on Black Days

Rapidinhas

18/5/2017

Breves comentários sobre o barata-voa de ontem e de hoje:

– O jornalismo (sic) das Organizações Globo diz que quem o acompanha fica bem informados. Mas, vem cá: só ontem ele descobriu as histórias que divulgou? E, ao divulgar, fingiu surpresa e desconhecimento, quem nem os ministros que hoje saíram correndo para renunciar a seus cargos no governo do Mordomo de Filme de Terror. Ora, alguém acredita que estavam mal informados? Conta outra…

– Por falar em conivência das corporações de mídia com a atuação de certas figuras do mundo político, estou curioso para saber qual será a próxima coluna de Aécio Neves na ditabranda Folha de S. Paulo. Diz o site que ele escreve às segundas-feiras. Além de colunista do jornal, ele é senador pelo PSDB/MG e presidente nacional do partido. Sem dúvida, sua atuação política o cacifa para tais cargos e funções.

– Tal como um de seus colegas de partido atualmente preso em Curitiba, o Mordomo de Filme de Terror acha que, repetindo algo, todos acreditarão no que diz, a despeito de todas as evidências em contrário.

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Definitivamente, Flamengo na Libertadores é a alegria do arco-íris.

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Ainda sobre a greve geral do dia 28 de abril, um relato triste de uma vítima da estupidez sem limites da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (com a notável contribuição do Metrô Rio, ao fechar estações e impedir que as pessoas fossem embora). Um entre muitos relatos. Isso fora o que não foi relatado, tornado público etc.

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Matéria muito interessante: “O martírio dos jogadores abandonados com problemas de saúde“. Seria interessante ouvir a respeito, também, atletas como o ex-jogador Alex e o pessoal do Bom Senso FC.

Infelizmente, esse tipo de assunto não cabe nas trocentas horas semanais dedicadas ao futebol em não sei quantos canais de televisão (aberta e paga) e emissoras de rádio.


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