Uma música

26/6/2017

O Rappa – Rodo Cotidiano (com participação de Maria Rita)

Não canso de me impressionar com arte/música. Fazer um troço bonitos desses falando dos medonhos trens da Central do Brasil/Supervia.

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Uma música

20/6/2017

Capital Inicial – Fátima

(Ao vivo e com Murilo Lima nos vocais)

Rapidinhas

18/6/2017

Do professor Ricardo Antunes, da Unicamp, em excelente entrevista ao Programa Faixa Livre:

“Eu não sei calcular quanto o capital financeiro brasileiro ganhou nesses 30 minutos que nós estamos falando. Com crise ou sem crise, os juros mais altos do mundo… (…) Por que que se diz que a Previdência é deficitária? A Previdência não é deficitária. O que é deficitário no Brasil é o juros da dívida pública. Se você pegar o quanto o governo brasileiro, o Estado brasileiro gasta do Orçamento para pagar os juros da dívida pública (…) Na verdade, a privatização da Previdência é para garantir superávit primário para pagar os juros da dívida. E o juros da dívida ganha quem? Ganham os bancos. Perde quem? Todos os assalariados e todas as trabalhadoras, que são obrigados a pagar um endividamento que não lhes beneficia. Quem ganha? Qual foi o lucro do Itaú nesse trimestre? (…) Qual foi o lucro do Santander nesse trimestre? O Santander supre a crise dele na Espanha com o que ele ganha na América Latina, em particular no Brasil.”

(o trecho está por volta de 38 minutos neste link).

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Da série “O legado dos megaeventos esportivos no Rio de Janeiro”: “Vila do Pan acumula problemas após ter sido um sucesso de vendas“.

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Luis Nassif, em outra boa análise de conjuntura: “Para se acreditar em um país sério só faltaria o MPF investigar os negócios da FIFA-Globo, do IDP de GIlmar Mendes com o Tribunal de Justiça da Bahia e o enriquecimento de José Serra.

Acho que falta muito mais para isso (por exemplo, prender determinados chefes de Executivo e de Legislativo enquanto têm a caneta na mão, e não apenas depois de deixarem os cargos), mas as ações citadas por ele ajudariam muito. Não dá para ficar investigando apenas os poderes relativamente mais democráticos (Executivos e Legislativos, que são eleitos pelo voto) e não se investigar as safadezas, a corrupção sistêmica e os vínculos umbilicais com o capitalismo neoliberal, com o desmonte do Estado brasileiro, com a venda da pátria por menos de 30 dinheiros, com o desrespeito à democracia e à igualdade de direitos e com a destituição dos direitos dos trabalhadores que caracterizam majoritariamente as ações do Poder Judiciário e das empresas de comunicação brasileiras. Não por acaso, nenhum deles eleito: não votamos para juiz e não votamos para escolher que famílias, grupos, empresas e/ou igrejas são concessionárias de serviços públicos radiodifusão.

Um vídeo

17/6/2017

Rapidinhas

16/6/2017

Pingou na caixa postal mais uma notícia que evidencia a farsa do discurso de que há, no Rio de Janeiro, uma guerra entre polícia e traficantes: “Crime no Rio de Janeiro: quando é o traficante que entrega os policiais“. Contudo, a ampla maioria dos veículos de comunicação e dos que neles trabalham seguem alimentando o conto da carochinha da guerra. A matéria também faz referência uma política no mínimo discutível em vigor há muitos anos no Rio de Janeiro, ao menos desde que o PMDB assumiu o governo do estado: o combate preferencial a uma facção criminosa específica. Um trecho:

Números do Gaeco, braço do Ministério Público dedicado à investigação e combate ao crime organizado e controle externo da atividade policial, revelam que depois dos traficantes, PMs e ex-PMs são os mais denunciados no Rio. Dos 4.082 investigados pelo órgão, de 2010 a março de 2017, 1.886 são traficantes e 563 são policiais ou já exerceram a função. Na sequência, policiais civis, com 150 agentes denunciados.

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Uma bela história narrada pela jornalista Gabriela Viana. Não acho que seja tão raro acontecer assim, como sustenta o texto e algumas falas nele. O que acho raro, muito raro mesmo, é o jornalismo das corporações de mídia transformar casos assim em notícia.

Rapidinhas

15/6/2017

Da série “O maravilhoso mundo das relações de consumo no Brasil”, esta notícia: “Mulher acidentada ao fugir de rato no McDonald’s receberá indenização de R$ 40 mil“. A justiça brasileira, amiga do capital, fez sua parte para manter as relações selvagens de consumo que temos: condenou uma empresa multibilionária a uma indenização irrisória, daquelas que não provocam nem coceirinha no fluxo de caixa.

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Boa reportagem de Ciro Barros, da Agência Pública: “Como a Lei de Organizações Criminosas foi usada contra o MST no Paraná” (via GGN)

A Lei de Organizações criminosas, não custa lembrar, foi uma iniciativa do governo Dilma Rousseff (PT), que usou sua maioria no Congresso para aprová-la.

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Ainda no âmbito do Judiciário, uma interessante matéria de Patricia Faermann no GGN: “As polêmicas envolvendo o IDP de Gilmar Mendes“.

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Há salários de servidores ativos, aposentados e pensionistas atrasados, mas o governo Pezão (PMDB) continua firme e forte a farra das isenções fiscais.

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Gostei dessa análise de Luis Nassif sobre o governo do Mordomo de Filme de Terror e quais passos precisam ser dados quando ele chegar ao fim.

Uma música

12/6/2017

The Black Keys – Lonely Boy

Pra começar a semana pra cima!

 

Rapidinhas

10/6/2017

Caso sejam verdadeiras as afirmações da capa, o jornal O Povo de anteontem traz mais uma evidência de que é uma ficção o tratamento jornalístico do que acontece entre polícia e varejo da droga no Rio de Janeiro como “guerra”: “Policiais cobravam R$ 1 milhão para traficantes usarem caveirão. Inquérito que apurava morte de líder comunitária foi concluído. Glória Mica morreu por não aceitar pagar propina a PMs“.

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Como diria o poeta, “o novo já nasce velho”: o vereador do Partido Novo no Rio de Janeiro segue atuando firme e forte para defender os interesses das empresas e dos empresários. Desta vez, do transporte rodoviário. Enquanto isso, todo dia as empresas de ônibus fazem tudo sempre igual (e a Prefeitura, seja no governo do que prometeu que iria cuidar das pessoas, seja nos governos anteriores): hoje, foi um morto e dezenas de feridos. Na Cidade Olímpica, a montanha-russa atende pelo nome de ônibus. Só que, em vez de divertir, fere e mata. A Prefeitura, firme e forte, segue em seu papel de telemarketing passivo: fica fazendo rankings e anotando reclamações. Finge que não é com ela fiscalizar a bandalheira ampla, geral e irrestrita cometida todo santo dia pelas empresas de transporte rodoviário.

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Segundo Luis Nassif, as investigações a respeito de corrupção e outras pilantragens envolvendo empresas, empresários e políticos são também uma nova e milionária frente de negócios no setor de advocacia, com ramificações no de auditorias. Sob a alegação de que se está combatendo a corrupção e recuperando dinheiro público roubado, estabelecem-se relações promíscuas. Estas relações, por sua vez, custam um dinheirão aos próprios cofres públicos. Tudo muito sofisticado e de acordo com a lei (e com o que manda o Tio Sam), é claro.

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Atuando como praga de gafanhoto, o PMDB vai destruindo as já carcomidas instituições estatais brasileiras. Depois de trocentas administrações peemedebistas, os Correios estão moribundos (e continuam definhando). Estão arrebentando com o IBGE, o IPEA e o BNDES. Com o Banco do Brasil, também estão conseguindo: demissões, fechamento de agências, agora até o atendimento telefônico de várias agências foi banido. Vai acabar ficando um banco que guarda o dinheiro das pessoas, mas com o qual os clientes não conseguem entrar em contato.

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Mais um episódio do capitalismo à rubro-negra: o site do sócio-torcedor informa que “Setores Leste & Sul: Sócio-Torcedor que comprou ingresso para um desses setores, deverão levar o seu voucher além do cartão ingresso para orientação interna e localização do seu acesso às arquibancadas“. Afinal, agora o futebol brasileiro é muito organizado, assim como a diretoria do Flamengo, e alguns setores têm lugar marcado. Só que não…

O  torcedor tenta imprimir, mas o site/sistema não permite a impressão. Então o corno que paga mensalmente o tal Nação Rubro-Negra, possivelmente o pior programa de sócio-torcedor do mundo, entra em contato com o “Fale Conosco”.

Resposta de telemarketing: “Seu voucher não esta disponível para impressão, devido seus ingressos terem sido carregado no seu cartão ingresso de Sócio torcedor. Estamos a disposição.”

O torcedor tenta de novo: “Vocês só podem estar de brincadeira. Vejam o que está escrito no site do NRN: “- Setores Leste & Sul: Sócio-Torcedor que comprou ingresso para um desses setores, deverão levar o seu voucher além do cartão ingresso para orientação interna e localização do seu acesso as arquibancadas.” (…) Estão batendo mais cabeça que a defesa do Flamengo!”

A segunda resposta é o cheque-mate, introduzindo a situação de loop que caracteriza a surdes e obtusidade do telemarketing: “Seu voucher não esta disponível para impressão, devido seus ingressos terem sido carregado no seu cartão ingresso de Sócio torcedor. Estamos a disposição.”

Ou seja, é para imprimir a partir do site, mas o voucher não está disponível para impressão. A isto, muitos classificam como “boa administração”.

Rapidinhas acadêmicas

5/6/2017

Mais um ano, mais um conjunto de facadas nos orçamentos da Ciência, Tecnologia e Inovação (o pior em décadas) e da Educação (neste caso, o governo do Mordomo de Filme de Terror deu-se ao trabalho de mentir, dizendo que não haveria cortes). Pelo andar da carruagem, segundo dirigentes de entidades estatais de ensino superior, em 2018 pode haver fechamento de cursos e de campi abertos no interior. O MEC sequer compareceu à audiência numa comissão do Senado para discutir o assunto – vai ver, o ministro estava se reunindo com lideranças mais relevantes do setor.

Outro sinal do abandono das áreas está nos próprios calendários. No caso de algumas bolsas do CNPq, o calendário que está no ar é o do ano passado. O calendário regular do órgão é ainda mais bizarro: estamos em junho de 2017, mas está no ar o calendário de 2015! Na Faperj, a situação é parecida: boa parte dos itens do calendário regular de 2017 está sem data/prazo/previsão.

A situação das duas áreas, que era ruim no governo da Coração Valente (quando também havia cortes anuais imensos nos orçamentos), piora a cada ano. Para um governo que não tem projeto de país, e cujo único objetivo ao tomar conta do Estado é fazer pilhagem, de fato é melhor separar recursos para outros fins, como pagar anúncios (inclusive de mentiras relativas à educação) nas corporações de mídia. Os cortes no orçamento, a falta de calendários e o calote ou não-pagamento de projetos contemplados em anos anteriores são evidências de um projeto dos atuais governos do PMDB no Brasil e no Rio de Janeiro para destruir as áreas de Educação e Ciência e Tecnologia.

Tem futuro

4/6/2017

Dewson Fernando Freitas da Silva é o nome dele. Já é árbitro da FIFA – o que diz muito. O comentarista Gérson Canhotinha de Ouro sempre explica, aos berros: “Ele é da Fifa!” Apitando como fez no Flamengo x Botafogo de hoje, já, já poderá largar o apito e se transformar em comentarista de arbitragem dos canais de televisão. Tem todas as características para tal!

*  *  *

Por falar em arbitragem, a de quinta-feira, no Chapecoense x Cruzeiro da Copa do Brasil, foi parecida, mas deu gosto de ver – neste caso, como não sou torcedor de qualquer dos clubes, queria mais era ver o circo pegar fogo. E pegou.


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